Minicursos

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TÍTULO DO MINICURSO PROFESSOR  TURMAS VAGAS C.H DATA / HORÁRIO LOCAL RESUMO
Análise de Discurso e o Político Ercília Ana Cazarin Turma 01 20 2 horas 26/10/2017 Das 13h30min às 15h30min Sala 426C – Campus I Neste minicurso propomos pensar sobre o político na construção e produção de sentidos. Esta reflexão será ancorada nos pressupostos teóricos da Análise de Discurso de tradição pecheuxtiana – teoria que considera os sentidos como não transparentes, não fechados em si, mas perpassados por um imaginário, uma memória, uma posição em que o sujeito imaginariamente se inscreve. Neste viés, entendemos o político enquanto representação de forças em jogo no discurso no qual interferem a história e a ideologia como constitutivas. Portanto, política e político não são considerados como sinônimos. A política refere-se a uma área especializada do saber, constitutiva da esfera pública e da cena comum; já o político, conforme formulado por Cazarin (2004), é representado pelas relações de força em jogo na produção do discurso, e se discurso é efeito de sentido entre interlocutores, tal como concebe Pêcheux (1990/2010), na sua construção e produção o político se faz presente. Assim, tendo o político como foco das discussões, o minicurso objetiva propor reflexões sobre sua representação no discurso, cujas materialidades podem ser textos verbais e não-verbais. Em síntese, buscamos compreender como a discursivização de tensões entre forças de instâncias distintas é capaz de instaurar discursos que fazem funcionar o motor da ideologia.
Introdução à Semiótica Discursiva Fabiane Villela Marroni Turma 01 20 4 horas 25/10/2017 Das 14h às 18h Sala 426C – Campus I Este minicurso tem por objetivo apresentar, situar e discutir a teoria da Semiótica Discursiva, de Algirdas Julien Greimas e seus colaboradores. Como exemplos, utilizaremos os diferentes textos veiculados nos meios de comunicação, os quais podem ser estudados a partir dos pontos de vista dos efeitos de sentidos produzidos. Portanto, pretende-se mostrar que a Semiótica, aqui abordada, trata-se de uma teoria da significação, cuja proposta é “explicitar as condições e apreensão e da produção do sentido”, uma leitura de mundo, das práticas cotidianas, da cultura, isto é, de uma sociossemiótica. “Os estudos do texto e do discurso têm, entre suas funções principais, a de examinar os textos da cultura, com a finalidade de contribuir para que se conheça melhor a sociedade, por meio da reflexão sobre a linguagem” (Barros, 2000).
As marcas de gênero e raça na escola contemporânea: A (trans)formação identitária de estudantes de Ensino Médio, da convivência à aprendizagem Adail Ubirajara Sobral Turma 01 20 2 horas 26/10/2017 Das 14h às 16h Sala 407C – Campus I A escola é um lugar onde as relações sociais acontecem com muita intensidade e é no espaço escolar que o binarismo se presentifica, por exemplo, ao separar meninos e meninas. Também, como um aparelho ideológico aos moldes foucaultianos, separa bons e maus alunos, regulando e os disciplinando em espaços fechados das salas de aula, quando, ao contrário, deveria desmistificar as questões de diferenças raciais, de gênero, de crenças. Neste minicurso, pretendemos refletir sobre as formas como as relações de gênero e raça estão sendo abordadas na escola, especialmente sobre as sexualidades não normativas, pois há os estudantes LGBTTQ, que frequentam o espaço escolar, mas a “cultura heteronormativa” insiste em expulsá-los, amparada por um proselitismo religioso que não respeita a laicidade do estado – resultado do crescimento de bancadas religiosas e conservadoras no cenário político nacional. Também a questão dos estudantes cotistas raciais negros que sofrem por carregar na pele a marca da Lei de Cotas e todo o preconceito que lhes é imputado duplamente: por serem negros e por serem cotistas. Bauman (2005) e Hall (2004) tratam da identidade cambiante no mundo globalizado e podemos perceber que “a perda da sensibilidade na modernidade líquida” tratada por Bauman e Donskis (2014) existe, mas há esperanças de a recuperarmos dentro da escola. Essa esperança oferece “a possibilidade de pensar [num] terreno pedagógico no qual docentes e estudantes podem comprometer-se com a crítica, o diálogo e uma luta por justiça social” (GIROUX, 2013, p.13). O debate sobre gênero e raça deve ocupar a agenda escolar de forma lúcida a fim de garantir a seus atores o direito de existência, pertencimento e empoderamento. Esse é o nosso convite à reflexão.
A Produção do Gênero Acadêmico Artigo/Ensaio Adail Ubirajara Sobral (UCPel) Karina Giacomelli (UFPel) Turma 01 20 2 horas 24/10/2017 Das 16h às 18h Sala 425C – Campus I Este minicurso pretende explicar, a partir de exemplos práticos, das áreas de Ciências Humanas e da Saúde, o que constitui os gêneros acadêmicos Artigo e Ensaio e como melhor produzi-los. A ênfase será o que se espera do produtor desses gêneros, do ponto de vista das necessidades das áreas e das normas de publicação.
A Produção do Gênero Acadêmico Artigo/Ensaio Adail Ubirajara Sobral (UCPel) Karina Giacomelli (UFPel) Turma 02 20 2 horas 25/10/2017 Das 16h às 18h Sala 425C – Campus I Este minicurso pretende explicar, a partir de exemplos práticos, das áreas de Ciências Humanas e da Saúde, o que constitui os gêneros acadêmicos Artigo e Ensaio e como melhor produzi-los. A ênfase será o que se espera do produtor desses gêneros, do ponto de vista das necessidades das áreas e das normas de publicação.
Discurso, Cynicism e Mídia Nacional Aracy Graça Ernst Turma 01 25 2 horas 26/10/2017 Das 16h às 18h Sala 334C – Campus I A presente proposta de minicurso tem como objetivo questionar se a anomia que se instaurou na sociedade brasileira − na esfera política, na jurídica e na midiática (a grande mídia) em particular −, não está subvertendo o enunciado bíblico tomado por Marx como mote para a experiência ideológica. Será que não passamos da célebre formulação ” eles não sabem o que fazem” para “eles sabem muito bem o que fazem, mas mesmo assim o fazem”, conforme propõe Sloterdijk (1987)? Proponho, como vários autores o fazem, pensar que compreender o funcionamento da sociedade contemporânea implica considerar necessariamente o caráter cínico de seu funcionamento. No cinismo (cynicism), embora o sujeito tenha perfeito conhecimento da distância existente entre a máscara ideológica e a realidade social, ele insiste no uso da máscara. Em outras palavras: não há mais ingenuidade, pois o sujeito tem plena ciência dos interesses subjacentes a uma universalidade ideológica, mas não abdica de seus pressupostos. A proposta visa trabalhar a ordem discursiva da mídia brasileira a partir do pressuposto de que contemporaneamente a forma de estruturação social e subjetiva preferencial é a do cynicism.
Interdisciplinaridade, transdisciplinaridade e teologia Flavio Martinez de Oliveira Turma 01 20 2 horas 26/10/2017 Das 10h às 12h Sala 426C – Campus I Hoje a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade são o novo horizonte do saber não apenas na educação superior, mas na pesquisa, na economia, na administração e nas tecnologias de informação, alem de outros campos que se possam especificar. Não mais se concebem saberes ou disciplinas isoladas. A teologia sempre foi, de alguma forma, interdisciplinar. Hoje percebe que também deve procurar a integração inter e transdisciplinar com método e propostas operacionais. É o que aqui se expõe começando por uma breve história da ciência e da teologia em particular, para propor um método e propostas tendo em vista uma Universidade Católica, considerando o Instituto Superior de Formação Humanística, os Centros e PPGs. da UCPel.
Reflexões sobre o feminismo negro Carla Silva de Ávila Turma 01 20 3 horas 25/10/2017 Das 14h às 17h Sala 407C – Campus I Problematizar as categorias gênero e raça através da noção de interseccionalidade para pensar a situações das mulheres negras na diáspora africana e sua relação com as políticas públicas em promoção da igualdade.
Parapsicologia – A “Ciência” dos Fenômenos Incomuns da Mente Humana Fábio Raniere da Silva Mendes Turma 01 20 2 horas 24/10/2017 Das 10h às 12h Sala 425C – Campus I A compreensão dos fenômenos parapsicológicos tem suas origens há muitos séculos atrás. Naquela época, poucos eram os interessados nas verdadeiras explicações, mesmo porque a ciência ignorava tais fatos. Os estudiosos foram reprimidos por vários séculos e corriam o risco de serem considerados bruxos e levados à fogueira. A explicação dos fenômenos parapsicológicos sempre foi uma preocupação da humanidade. De um lado, encontramos as justificativas supersticiosas, que vão atribuir tais fenômenos à existência de seres de outro mundo, como demônios, fadas e espíritos. Em contrapartida, há os que buscam respostas científicas e estes constituem o campo de estudo da Parapsicologia. O referido minicurso visa oferecer conhecimentos básicos para profissionais e estudantes das diversas áreas do conhecimento e demais interessados que busquem saber mais respeito da Ciência Parapsicológica. Com um panorama histórico e conceitual, procura situar a Parapsicologia como forma de conhecimento abordando a fenomenologia paranormal.
Pesquisa em Acórdãos Judiciais para o Direito e as Ciências Sociais Luiz Antônio Bogo Chies Turma 01 20 3 horas 26/10/2017 Das 17h às 20h Sala 401C – Campus I Processo Judicial, Acórdão e Ementa como fontes de pesquisa: contextualização, potencialidades e limites; O desenho da pesquisa e a formação da base de dados; Análises quantitativas, qualitativas e descritivas; Exemplos de pesquisa com Acórdãos.
Políticas Setoriais e a Imigração Árabe na Fronteira Brasil-Uruguai Márcia Esteves de Calazans Turma 01 15 2 horas 24/10/2017 Das 17h às 19h Sala 417C – Campus I Breve panorama histórico da Politica Pública de Segurança e Política de Gênero no Brasil e Uruguai e a interface destas políticas na fronteira sul, considerando a imigração árabe: transversalidade e interseccionalidades.
Políticas Setoriais e a Imigração Árabe na Fronteira Brasil-Uruguai Márcia Esteves de Calazans Turma 02 15 2 horas 25/10/2017 Das 17h às 19h Sala 334C – Campus I Breve panorama histórico da Politica Pública de Segurança e Política de Gênero no Brasil e Uruguai e a interface destas políticas na fronteira sul, considerando a imigração árabe: transversalidade e interseccionalidades.
Patriarcado: uma perspectiva histórica para a reflexão da violência na contemporaneidade – em busca de estratégias operativas. Vini Rabassa da Silva Turma 01 20 3 horas 24/10/2017 Das 13h às 16h Sala 334C – Campus I O mini-curso “Patriarcado: uma perspectiva histórica para a reflexão da violência na contemporaneidade” é motivado pela intervenção profissional da doutoranda com meninas e mulheres em situação de violência. No desenvolvimento do mini – curso as ministrantes buscarão provocar uma reflexão sobre a influência do patriarcado na formação brasileira, desde o período escravocrata até os dias de hoje, expressando a constituição deste como uma importante ferramenta utilizada pelo capitalismo no aprofundamento das desigualdades de gênero. Assim, num primeiro momento, pretende-se buscar uma compreensão do que seja o patriarcado a partir dos escritos de Heleieth Saffioti e Marcela Lagarde e após, abordar a violência contra as mulheres a partir de cenas de filmes e escritos literários, aguçando a reflexão sobre o tema e provocando a elaboração de estratégias operativas por parte dos participantes para a denúncia e encaminhamento do acolhimento a situações de violência contra mulheres das diversas faixas-etárias, pelas instituições representantes da política de enfrentamento à violência.
O trabalho Social com Famílias: Desafios à proteção social Vini Rabassa da Silva Turma 01 30 3 horas 24/10/2017 Das 16h às 19h Sala 306B – Campus I Este minicurso propõe-se a discutir e analisar o trabalho social com famílias no âmbito da proteção social, tendo em vista a centralidade das famílias como foco principal do atendimento das Politicas Sociais, principalmente nas áreas de Saúde e Assistência Social. Aborda os temas, proteção social, política social, família e atendimentos. É direcionado à estudantes de Serviço Social, Psicologia, Pedagogia, Enfermagem e áreas afins.
Argumentação Geral e Jurídica Matheus Soares Kuskoski Turma 01 15 3 horas 24/10/2017 Das 14h30min às 17h30min Sala 247C – Campus I Neste minicurso, iremos abordar problemas teóricos e práticos relativos à argumentação e à fundamentação de argumentos em termos gerais e em termos ético-jurídicos. A perspectiva adotada terá como base textos de Klaus Günther e de Chaïm Perelman. Além de leitura e debate acerca das condições da argumentação válida e eficaz, serão propostas atividades para prática e fixação de conteúdos.
TCC Sem Medo Ernani Santos Schimidt Turma 01 20 4 horas 26/10/2017 Das 14h às 18h Sala 315C – Campus I
O minicurso é dirigido a alunos do Curso de Direito da UCPel, matriculados do sétimo ao nono semestres e propõe uma introdução às exigências atinentes à realização da Monografia Jurídica como Trabalho de Conclusão de Curso; pretende analisar condições gerais da prática de pesquisa em humanidades, articulando os fundamentos da Ciência do Direito a partir de um estudo interdisciplinar, bem como, visando a percepção individual das implicações necessárias entre responsabilidade, liberdade e êxito no TCC.
O consumo como “ato político” – o Grupo de Consumo Responsável “Feira Virtual Bem da Terra” Tiago de Garcia Nunes, Aline Mendonça dos Santos, Renato da Silva Della Vechia, Reinaldo Luiz Xavier Tillmann Turma 01 25 2 horas 26/10/2017 Das 17h às 19h Sala 306B – Campus I É possível consumir alimentos saudáveis e produzidos sem o uso de agrotóxicos? É viável praticar um preço justo pelo qual o consumidor gasta menos e o produtor recebe mais, com respeito à natureza e à saúde das suas famílias? Qual é o papel do consumidor em todo este processo? A Feira Virtual Bem da Terra é um mecanismo de comercialização de produtos de Empreendimentos de Economia Solidária para “Consumidores Responsáveis”, que surge no interior da REDE BEM DA TERRA. Os consumidores encomendam semanalmente os produtos de sua preferência através de uma plataforma virtual, mas para fazerem pedidos, devem estar previamente vinculados a um dos núcleos de consumo. Os pedidos são feitos entre segunda e quinta-feira de cada semana. No sábado, os produtores locais enviam as encomendas que são retiradas pelos consumidores no Centro de Distribuição. Os núcleos de consumidores são responsáveis pela auto-organização de todo o processo – processo de gestão e de distribuição que ocorre num ‘mutirão-em-rodízio’ aos sábados pela manhã. O minicurso tem o objetivo de familiarizar os participantes com a prática do “consumo responsável”, estimulando-os a experimentarem esta forma alternativa de relação entre a produção e o consumo.
Noções básicas de bioestatística para ler artigos científicos Elaine Pinto Albernaz Turma 01 20 2 horas 26/10/2017 Das 14h às 16h Sala 401C – Campus I Este minicurso tem o objetivo de instrumentalizar alunos de cursos da área da saúde com noções básicas de bioestatística. Visa facilitar a leitura, entendimento e apresentação de artigos científicos.
O Direito à Cidade e os limites da legalidade no reconheicmento dos territórios urbanos Cristine Jaques Ribeiro Turma 01 20 3 horas 26/10/2017 Das 9h às 12h Sala 334C – Campus I O minicurso pretende propiciar análise dos processos de ocupação do território realizado pelas comunidades periféricas bem como problematizar a financeirização da terra e da moradia no Brasil evidenciando as políticas urbanas e o direito à moradia realizados pelo Estado. A perspectiva teórica que norteará o minicurso tem como base as contribuições de Henri Lefebvre, David Harvey, Raquel Rolnik e Erminia Maricato. Objetivo é evidenciar o Direito à cidade proposto pelo Estatuto da Cidade e sua reinvenção agenciada pelos citadinos e suas práticas de resistência.